Já falámos aqui várias vezes sobre a ligação entre as crianças e tecnologia como um facto incontornável. Elas já nascem num mundo hiper-tecnológico e é inevitável que tenha um à-vontade natural perante computadores, tablets e telemóveis.
A internet é um mundo que se abre perante as crianças muito cedo, antes de terem as ferramentas necessárias para filtrar o que chega até elas. Como é muito complicado (senão impossível) afastá-las a 100% deste universo, cabe aos pais ajudá-las a navegar nele da forma mais segura possível.
Deixamos alguns conselhos sobre segurança na internet.
Interessa e atenção são formas de segurança
Actualmente, ainda não existe uma regulamentação de idade para o acesso à internet ou a certos sites e conteúdos. Existem sites que avisam que a informação é destinada a maiores de 18 anos mas, na prática, não existe nenhuma lei que regulamente e fiscalize isso como acontece com a classificação etária de videojogos, programas de televisão e filmes.
Isto torna a navegação na internet relativamente perigoso, porque os conteúdos nem sempre estão devidamente protegidos e condicionados para o público a que se destinam. Quando passamos para as redes sociais e ferramentas de conversação online, o perigo aumenta, porque nunca se sabe verdadeiramente quem está do outro lado.
Tal como se deve interessar pelos amigos reais do seu filho, deve também prestar muita atenção aos virtuais. A partir de certa idade, esse tipo de perguntas pode parecer invasão de privacidade ou falta de confiança, mas na verdade é uma medida de segurança importante. É isso que tem que explicar ao seu filho, especialmente na pré-adolescência, quando será mais provável “revoltar-se” contra o seu interesse nas suas actividades e amizades virtuais.
Mecanismos de defesa
Já existem vários programas e aplicações, gratuitos ou a baixo preço, que permitem controlar /monitorizar a actividade do seu filho na internet. Deixamos uma lista de alguns tipos de ferramentas à sua disposição, para que possa fazer uma busca orientada na internet.
Ferramentas de limitação de tempo – não só permite controlar o tempo que a criança passa na internet como também bloquear o acesso em horários em que os pais não estejam em casa.
Filtros de sites – estas aplicações funcionam com ligação a bases de dados que são constantemente actualizadas e assinalam os endereços potencialmente perigosos ou com conteúdo inadequado. Essa base de dados é compilada pela empresa de software que fornece estes filtros (pode fazer actualizações periódicas) e vem incluída na aplicação, mas também pode acrescentar outros sites à lista por sua iniciativa (depois de descarregar o software).
Filtros baseados em classificação etária – embora este aspecto ainda não esteja regulamentado, existem organizações independentes que o fazem, disponibilizando a informação que reúnem. Também há sites que, por iniciativa própria, classificam o seu conteúdo. Algumas versões do Internet Explorer ou do Netscape, por exemplo, já trazem este filtro incluído.
Ferramentas para bloqueio do envio de dados – estas ferramentas permitem definir uma lista de remetentes e destinatários seguros e autorizados e a criança só consegue enviar e receber e-mails destes endereços, por exemplo.
Estas aplicações também controlam o envio dos dados pessoais – nome, morada, idade, etc. – em chats, fóruns, redes sociais, etc. Estão relacionadas com as ferramentas de comunicação em todas as suas vertentes.
Browsers para crianças – são semelhantes aos browsers “normais”, mas têm funcionalidades específicas para os mais pequenos. Ensinam a usar a internet de forma segura, direccionam para sites adequados e, na maior parte dos casos, já vêm equipados com muitas das ferramentas que referimos aqui.
Ferramentas de monitorização – funcionam no background, sem serem detectadas pelas crianças, e registam toda a sua actividade na internet: que sites foram visitados, e-mails enviados e recebidos, mensagens trocadas em chats, etc.





















