Todos sabemos que há cada vez mais crianças com obesidade infantil. Mas qual é a definição de obesidade infantil? Para além de um peso acima do que é recomendado para a idade, é um excesso de gordura corporal (também em relação à idade e altura).
Até aos 10 anos, uma criança é considerada obesa quando tem 20% ou mais do peso ideal para a idade. A partir dos 10 anos, a obesidade é definida tal como nos adultos: através do cálculo do índice de massa corporal (IMC). Esta conclusão deve ser avaliada por um médico e não apenas recorrendo às várias tabelas que podem ser encontradas online.
Os perigos da obesidade infantil
Tal como nos adultos, a obesidade infantil é fruto de má alimentação e vida sedentária.
Também como nos adultos, esta doença pode levar a outras: hipertensão, colesterol, problemas de fígado, problemas cardíacos, diabetes, entre outros.
No caso das crianças (mais do que nos adultos) a obesidade pode levar também a uma auto-estima baixa e problemas de sociabilização.
A boa notícia é que a altura ideal para prevenir a obesidade é precisamente durante a infância.
É nesse período que se criam os hábitos que irão ser prolongados durante a vida adulta, portanto, tem aqui a oportunidade ideal para corrigir um problema que será muito mais difícil de tratar depois.
Cortar o mal pela raiz
Mais uma vez, a prevenção começa durante a gestação. A mãe deve dar preferência a alimentos com baixo teor de gordura e açúcar. Não se esqueça – aquilo que a mãe come passa para o bebé. Este cuidado deve passar também para o período de amamentação.
Está provado que as crianças que foram alimentadas exclusivamente com o leite materno até aos 6 meses têm menos tendência para serem obesas.
Outra medida preventiva é não dar doces e alimentos ricos em gordura a crianças com menos de 2 anos.
Nessa fase de crescimento e aprendizagem intensa no que diz respeito à alimentação, convém que se habituem a sabores naturais e não ao sabor intensificado dos produtos mais processados.
A partir do momento em que vai para a escola, torna-se difícil controlar o que a criança come. Grande parte da ingestão de açúcar das crianças é feita através dos lanches escolares.
Se puder, envie alguns snacks mais saudáveis de casa: sanduíches feitas com pão integral, fruta fresca, sumos naturais ou água em vez de refrigerantes.
Seja em casa ou na escola, 50% a 60% da alimentação das crianças deve assentar nos hidratos de carbono – cereais, pão, batatas, legumes.
As gorduras não devem exceder os 30% e as proteínas devem estar entre os 10 e os 15%, num misto de origem animal e vegetal.
Hábitos diários na luta contra a obesidade infantil
- Nunca deixar de tomar um bom pequeno-almoço. É a base de uma alimentação saudável e evita a fome a meio da manhã que muitas vezes é saciada com doces e snacks. Deve ser rico em cereais, lacticínios e fruta e ingerido com calma – cerca de 15 a 20 minutos.
- Proíba as refeições em frente à televisão, assim como o período total de tempo passado em frente ao pequeno ecrã. Não deve exceder as 2 horas diárias. O resto do tempo livre deve ser passado em actividades ao ar livre – desporto, brincar, ser activo fisicamente.
- Modere as doses. Nunca leve as panelas para a mesa, sirva sempre doses individuais. Escolha pratos mais pequenos para não exagerar e lembre-se que estas regras também se aplicam a si. O seu filho irá aprender por exemplo.
- Não coloque a criança numa dieta muito rígida, a não ser que seja aconselhada e acompanhada pelo médico. Lembre-se que as crianças precisam de calorias extra para crescer. Não proíba nenhum alimento, porque são esses que se vão tornar mais apetecíveis. Ensine a comer com moderação.
- Aos poucos, deve ir aumentando a dose de frutas, legumes e vegetais consumidos por dia até atingir as 400 g (equivale mais ou menos a 5 porções por dia).
- Modere o consumo de alimentos ricos em açúcar de assimilação rápida (doces, refrigerantes) e também os que tenham alto teor de sal. Evite também confeccionar comida muito salgada ou condimentada.





















